POETA - Poema

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POETA
Nilza Chagas de Amorim

O Ser poeta...
... É um ser sempre
Apaixonado que:

Aspira aos céus
Viaja nas nuvens
Cresce a pensar
Em viver e amar
Vibra no ar
De tanto sonhar
Despenca no mar
Começa a nadar
Corre pra Terra
Socorro não há
E na solidão
Com muita paixão
Vive emoções
E sem opção
Purgam-se as dores
Dos grandes amores
E com grande emoção
Afoga-se em lágrimas
E é só coração
Esquece a razão
E de peito batendo
Nariz escorrendo
Gripado!
Nãoooo.
É só impressão.
Compõe lindos versos
 Com o coração
Amar é rotina
Histórias virão
Contadas em rimas
Cantadas serão
E seus lindos versos
É pura emoção

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VIDA - Poesia

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AMPARO OCULTO - Poema

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NOTA DE FÉ - Poema

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NOTA DE FÉ
  Maria Dolores

Em qualquer fase da vida, 
Quando a 
prova te apareça,
Tempestade ou mágoa espessa
Ao peso de 
rrea cruz,
Recorda que o Céu te envia
Mais amparo do que pensas, 
Mesmo nas 
trevas mais densas,
D
eus te acende nova luz.

Conflitos, problemas, lutas
Nas sendas por onde vamos,
São lições que precisamos,
A fim de saber servir; 
Não há desprezo ante os Céus, 
Olha o charco que se enflora, 
Pensa na noite e na aurora
E guarda a 
 no porvir.

Sofrimento é igual à nuvem ...
Estrondo, fúria, ameaça ...
Depois ... é chuva que passa, 
Frutos ganhando 
eu'>apogeus;
Se hoje sofres, não te esqueças,
Que amanhã, no Espaço Infindo,
O dia virá mais lindo, 
Brilhando no 
amor de Deus.
_____________________________________________________________________
 Maria Dolores
Maria Dolores, nasceu na cidade de Bonfim da Feira, estado da Bahia, aos 10 de setembro de 1901. Dedicou-se à poesia e ao jornalismo. Em Salvador assinou a página feminina do Jornal "O Imparcial" durante 13 anos, época em que também lecionava humanidades. Receando a apreciação da crítica especializada, guardou para si sua obra poética durante muito tempo, segundo confessa no prefácio do livro "Ciranda da Vida". Sua primeira obra publicada foi em benefício da instituição "Lar das Meninas Sem Lar", fato esse que propiciou sua entrada no mundo literário. Dedicou-se ao amparo das crianças assistidas pela citada instituição, estendeu sua obra benemérita abrigando em seu próprio lar crianças desvalidas, orientando-as e assistindo-as. A "Casa de Juvenal Galeno", no estado do Ceará, também recebeu o carinho e a ternura de Maria Dolores. Em 27 de julho de 1958 veio a desencarnar. No ano de 1971, através do médium Francisco Cândido Xavier, sua obra poética continua, presenteando-nos com a ternura dos seus ensinamentos transbordantes de amor e fé. Desde então envia, pelas mãos abençoadas do médium mineiro, suas páginas normalmente em forma de poesia e rimas, sendo muito comum enviar as tradicionais mensagens das mães e do Natal, por ocasião destas comemorações. Foi o espírito encarregado de enviar a mensagem "Dádivas de Amor" em vista da desencarnação do Sr. José Gonçalves Pereira.t
FONTE:
http://www.caminhosluz.com.br/detalhe.asp?txt=2111


























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MINHA MÃE - Poesia

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MINHA MÃE
 Valdeck Almeida de Jesus

Onde quer que estejas
Sinto-te presente
Pois tua imagem
Não sai de minha mente

Horizonte, esteio, escora
Mão e ombro amigos
Apoio pra toda hora
Sempre esteve comigo

Ontem te conheci aqui
Hoje já não mais existes
Só a lembrança persiste

Sentir tua existência
Esperara tua presença
Não me deixa triste.
______________________________________________________________________
FONTE: ARTPOESIA –Revista Cultural Ano XII, Nº 99
MINHA MÃE é uma linda poesia produzida pelo poeta baiano
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ALMA DE POETA - Reflexões

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ALMA DE POETA

Por que eu leio poesia?
Por que eu algumas vezes faço poesias?

Depois de refletir profundamente concluo:
É incrível sentir a emoção despertada por uma  bela poesia
 Os sentidos claramente expressos ou não, quando não me emocionam profundamente, me instigam e me fazem imaginar.
Gosto Também da musicalidade intencional contida no jogo das palavras que tanto me divertem, e, em inúmeras vezes fazem vibrar as fibras mais sensíveis do meu coração. E é nesses raros momentos de pura emoção que eu realmente sinto o amor vibrando em meu ser.
As rimas, amorosas, carinhosas, conselheiras ou até mesmo apaixonadas, me fazem reviver um passado, sonhar com o futuro ou desfrutar de um belo presente.
Envolvida em um imenso deleite provocado muitas vezes pela leitura de textos produzidos ou em produção, e ao sabor do doce balanço das incríveis emoções, minha alma encantada, energiza-se nesse trançado envolvente dos sentidos, e,  flutua com o presente, o  passado e o futuro, no aconchego da realização ou  do sonho e da saudade amiga, companheira e fiel,  a produzir suaves e prazerosa recordações.
E, se isso é ter alma de poeta, sim, eu quero ser poetisa.

Nilza Chagas de Amorim
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CANDOMBÁ - Poema

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CANDOMBÁ

  Tude Celestino de Souza

 

Entre as pedrera qui incerra
Nos seus veio a turmalina,
Nas Lavra diamantina,
Naqueles confins da terra,
Nas brecha sêca da serra
Qui o só veve a quemá,
Naquelas banda de lá
Do mau fadado sertão,
Onde o ano todo é verão,
É qui nasce o candombá.

No sertão sem lei, sem nada,
Onde toda prantação
E tombem a criação
Morreu tudo isturricada,
Na terra sêca, quemada,
É qui nace o candombá
Qui serve pra se quemá
E acendê os fugão,
Candombá é no sertão
O gás do povo de lá.

Sertão qui quando hai fartura
Num hai terra mais mio,
Fruita é pra se inche mocó,
Requejão e rapadura,
Os home num tem usura
E as muié é uns amo;
Hai sempre bons cantado
Qui Cuma uma queda d’água,
Vão chorano suas máguas
E cantano suas dô.

Mas se hai seca, farta tudo,
Derna do pão a justiça
Num tem doto nem puliça,
Nem instrução nem istudo,
Os guverno sempre mudo,
Num se tem pronde apelá
O povo bom a pená
De mulambo é qui se cobre
E a vida sêca do pobre
É Cuma a do camdombá.

E a sêca firme demora
Cum toda a sua mardade
E entonce a felicidade
Diz adeus e vai-se embora
A fome diz “tá na hora”
E os home de pusição
Qui nos tempo de inleição
Abraça o povo se rino
Vão tudo se assumino
Sem alma, sem coração.

Candombá, dá providença.
Faz o teu fogo queimá,
Ou pulo menos isquentá
Dos guverno a indiferença
Queima os papé das pendença
Dos vidraçados salão,
Reduz à cinza os ladrão
E mostra no teu luzi
Qui nos mapa do Brasi
Tombém ixeste o sertão.
______________________________________________________________________
É impossível descrever a emoção que senti ao ouvir pela primeira vez o poema Candombá,  declamado maravilhosamente pela fantástica atriz e produtora cultural Jus Tina Tude.
 Esse momento divino  marcou e enriqueceu a a minha alma. Pura emoção. 
                        Nilza Chagas de Amorim
Abaixo o evento que me oportunizou tamanha emoção.



Minha fotoAtriz e produtora cultural graduada em Artes Cênicas pela UFBA - Universidade Federal da Bahia, com passagem pela UNB - Universidade de Brasília e tendo também cursado Letras pela UCSAL - Universidade Católica do Salvador. Artista de trajetória pautada na formação em interpretação teatral traz, contudo, da obra literária e do pensamento de seu pai, o poeta Tude Celestino de Souza, a grande influência para a atividade artística e de gestão cultural, tendo idealizado o Movimento ATiTude CelesTina, uma ação cultural com foco na Poesia Tudina e a identidade da antiga localidade de Ipitanga. Autora e coordenadora geral do Projeto ATiTude – Identidade & Memória de Ipitanga, na Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas; membro do Conselho Municipal de Cultura de Lauro de Freitas, da Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas e colaboradora de projetos relativos à integração entre educação e cultura no município, como a Roda de Teatro e o grupo Amantes do Conhecimento.
FONTE:
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ASSITÊNCIA FRATERNAL - Poema

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