LÁBIOS - Poesia

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DOR E AMOR - Poema

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DOR E AMOR

Que dor é essa?...

 Acolhida no próprio peito

Sem o mínimo respeito...


E por que essa dor é tão intensa?

Clemência Senhor!


O fato de querer ser feliz e não saber.
é para mim um grande mistério.
E, é esse mistério que tanto me tira do sério,
Provocando em mim,
grande desilusão.


 Sufocada, eu, ser vivente
 alma carente de afeto e  respeito,
marcada pela terrível dor que tenho

 alojada e alimentada
no próprio o peito.


 Ai, ai, ai, isso até parece não ter fim...

 Meu bondoso Deus! Tenha compaixão

deste coração, imerso na própria ilusão.


 Preciso cuidar de mim, e, não tenho o menor jeito.
Necessário se faça que eu tenha por mim

pelo menos, um pouco mais de respeito.


E para que essa dor tenha

Um belo e seguro fim,

preciso urgentemente,

não só pensar em mim.


 Acode-me Pai. Preciso tanto Ti.


Confusa e a reclamar sem pensar...

...Que mundo é esse? Cheio de agonia,

falsidade, hipocrisia...
Que em pleno sol do meio-dia

Faz-me gelar.


 Que marasmo é esse?
Por que me encontro,

sufocando o próprio pranto

nesse doloroso desencanto?


 Por que alimento essa solidão?...

Escravizo, e, ponho em privação,

o meu tão solitário coração?


 Este, sempre, precisando de amor e carinho.

Sentindo a falta de um tão sonhado
e confortável ninho.


 Ah! Se eu soubesse que seria assim...

Não teria alimentado tanta ilusão em mim,

fazendo  sofrer  meu pobre coração
que insiste em viver sempre a sonhar

com o amor que eu quero e preciso encontrar. 


E, nesse mundo tão insensato..

Vou deglutindo, é fato,
 o amargo do cálice,
e o cale-se do fato,
o de ter que calar.

 Penso...
É difícil suportar a tristeza.

Causada pela dor que aspereza

das almas sem a grandeza
de viver só para amar.


E neste  triste contexto, me incluo,
por querer um  o amor maior que existe,
sem ter de verdade amado o mundo
e  sem parar reclamar de tudo.

 É preciso que eu ame não só alguns,

E sim, de verdade, a toda humanidade.
Fazendo reinar primeiro a caridade
no meu coração, para depois tentar
influenciar os corações que encontrar.

E este coração quase moribundo.
A se esconder desse grandioso mundo
pois o amor de verdade, não soube conquistar.

 Agora, sem demora, já...
É imperioso reagir com urgência

Para que a demência não venha se instalar,
E, causar um inevitável e terrível dano, neste frágil

coração humano por não saber viver só para amar.

                          Nilza Chagas de Amorim
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FONTE:
Foto da tela pintada pelo médium EspíritaJosé Medrado
Renoir/Medrado
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OS FILHOS - Mensagem

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OS FILHOS
Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis dar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na direção do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

Gibran Kahlil
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Biografia:
Seu nome completo é Gibran Kahlil Gibran. Assim assinava em árabe. Em inglês, preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran. É mais comumente conhecido sob o simples nome de Gibran.
1883 – Nasceu em 6 de dezembro, em Bsharri, nas montanhas do Líbano, a uma pequena distância dos cedros milenares. Tinha oito anos quando, um dia, um temporal se abate sobre sua cidade. Gibran olha, fascinado, para a natureza em fúria e, estando sua mãe ocupada, abre a porta e sai a correr com os ventos. Quando a mãe, apavorada, o alcança e repreende, ele lhe responde com todo o ardor de suas paixões nascentes: "Mas, mamãe, eu gosto das tempestades. Gosto delas. Gosto!" (Um de seus livros em árabe será intitulado Temporais).
1894 – Emigra para os Estados Unidos, com a mãe, o irmão Pedro e as duas irmãs Mariana e Sultane. Vão morar em Boston. O pai permanece em Bsharri.
1898/1902 – Vota ao Líbano para completar seus estudos árabes. Matricula-se no Colégio da Sabedoria, em Beirute. Ao diretor, que procura acalmar sua ambição impaciente, dizendo-lhe que uma escada deve ser galgada degrau por degrau, Gibran responde: "Mas as águias não usam escadas!"
1902/1908 – De novo em Boston. Sua mãe e seu irmão morrem em 1903. Gibran escreve poemas e meditações para Al-Muhajer (O Emigrante), jornal árabe publicado em Boston. Seu estilo novo, cheio de música, imagens e símbolos, atrai-lhe a atenção do Mundo Árabe. Desenha e pinta numa arte mística que lhe é própria. Uma exposição de seus primeiros quadros desperta o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell, que lhe oferece custear seus estudos artísticos em Paris.
1908/1910 – Em Paris. Estuda na Académie Julien. Trabalha freneticamente. Frequenta museus, exposições, bibliotecas. Conhece Auguste Rodin. Uma de suas telas é escolhida para a Exposição das Belas-Artes de 1910. Nesse ínterim, morrem seu pai e sua irmã Sultane.

1910 – Volta a Boston e, no mesmo ano, muda-se para Nova York, onde permanecerá até o fim da vida. Mora só, num apartamento sóbrio que ele e seus amigos chamam As-Saumaa (O Eremitério). Mariana, sua irmã, permanece em Boston. Em Nova York, Gibran reúne em volta de si uma plêiade de escritores libaneses e sírios que, embora estabelecidos nos Estados Unidos, escrevem em árabe com idênticos anseios de renovação. O grupo forma uma academia literária que se intitula Ar-Rabita Al-Kalamia (A Liga Literária), e que muito contribuiu para o renascimento das letras árabes. Seus porta-vozes foram, sucessivamente, duas revistas árabes editadas em Nova York: Al-Funun (As Artes) e As-Saieh (O Errante).
1905/1920 – Gibran escreve quase que exclusivamente em árabe e publica sete livros nessa língua: 1905, A Música; 1906, As Ninfas do Vale; 1908, Espíritos Rebeldes; 1912, Asas Partidas; 1914, Uma Lágrima e um Sorriso; 1919, A Procissão; 1920, Temporais. (Após sua morte, será publicado um oitavo livro, sob o título de Curiosidades e Belezas, composto de artigos e histórias já aparecidas em outros livros e de algumas páginas inéditas).
1918/1931 – Gibran deixa, pouco a pouco, de escrever em árabe e dedica-se ao inglês, no qual produz também oito livros: 1918, O Louco; 1920, O Precursor; 1923, O Profeta; 1927, Areia e Espuma; 1928, Jesus, o Filho do Homem; 1931, Os Deuses da Terra. (Após sua morte serão publicados mais dois: 1932, O Errante; 1933, O Jardim do Profeta.) Todos os livros em inglês de Gibran foram lançados por Alfred A. Knopf, dinâmico editor norte-americano com inclinação para descobrir e lançar novos talentos. Ao mesmo tempo em que escreve, Gibran se dedica a desenhar e pintar. Sua arte, inspirada pelo mesmo idealismo que lhe inspirou os livros, distingue-se pela beleza e a pureza das formas. Todos os seus livros em inglês foram por ele ilustrados com desenhos evocativos e místicos, de interpretação às vezes difícil, mas de profunda inspiração. Seus quadros foram expostos várias vezes com êxito em Boston e Nova York. Seus desenhos de personalidades históricas são também célebres.
1931 – Gibran morre em 10 de abril, no Hospital São Vicente, em Nova York, no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente.
_____________________________________________________________-FONTE:









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VIDA EM FAMÍLIA -Mensagem

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VIDA EM FAMÍLIA

     
       Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.
      As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
      Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aque¬loutros a quem se deve ou que estão com dívidas....
      Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo supe¬rior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indis¬posições dos consortes...
      Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades pade¬cem campanhas de perseguição inconsciente, experimen¬tando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.
      A família é, antes de tudo, um laboratório de experiên¬cias reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
      Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.
     Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
      A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.

*

      Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
      Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
      Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
      Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressenti¬mento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...

*

      Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.
      Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.
      O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.
      Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preen¬chendo os vazios que ele experimenta.
      Suas carências são abençoados mecanismos de cresci¬mento eterno.
      Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
      A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.

*

      Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afir¬mou Jesus, ao doutor da Lei:
      “Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...
      E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:
      “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há
salvação.”

Joanna de Ângelis
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Extraído:
S.O.S. FAMÍLIA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS E DIVERSOS ESPÍRITOS 
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ORAÇÃO NOSSA -

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ORAÇÃO NOSSA
        Emmanuel 
Senhor ensina-nos:
A orar sem esquecer o trabalho;
A dar sem olhar a quem;
A servir sem perguntar até quando;
A sofrer sem magoar seja a quem for;
A progredir sem perder a simplicidade;
A semear o bem sem pensar nos resultados;
A desculpar sem condições;
A marchar para a frente sem contar os obstáculos;
A ver sem malícia;
A escutar sem corromper os assuntos;
A falar sem ferir;
A compreender o próximo sem exigir entendimento;
A respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração;
A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas da reconhecimento;
Senhor, fortalece em nós a paciência para as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de cumprir-te os desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.
Mensagem psicografada por
Chico Xavier
Emmanuel

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TÁ ESCRITO - Música, vídeo

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Tá Escrito
    Revelação

Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora.
Se na vida encontrar o dissabor
Vai saber esperar a sua hora.
Às vezes, a felicidade demora a chegar,
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar.
Guerreiro não foge da luta, não pode correr.
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer.
É dia de sol, mas o tempo pode fechar.
A chuva só vem quando tem que molhar.
Na vida é preciso aprender: se colhe o bem que plantar.
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar.
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé,
Manda essa tristeza embora.
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
E a sua hora vai chegar!

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     Nota: 
     A primeira vez que ouvi essa música foi por indicação do meu filho Thiago C. Amorim,  e, inevitavelmente me emocionei com o seu conteúdo. Isso,  me fez  reafirmar a minha fé na capacidade do ser humano em criar belíssimas  obras, e com muita generosidade.
     Ouvir essa música, e não compartilha-la,  para mim, é praticamente irresistível.  Trata-se de uma bela mensagem de amor ao próximo, em contraposição a muitas produções que no mínimo, constrangem muitos de nós. Parabéns pela composição  e contagiante divulgação que tanto  eleva nosso espírito, quanto  alegra  o nosso viver.
FONTE: 

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VERBOS DE LUZ - Poema

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 Verbos de Luz            
                    Maria Dolores

Sofrestes de inesperado,
O estranho golpe da ofensa
Que te envolve em dor imensa
No espinheiro de pesar,
Mas o remédio mais puro
Que restaura a alma ferida
Vem da farmácia da vida:
Esquecer e perdoar...

Honrando o cérebro eleito
A Ciência alteia a voz,
Expõe o carro veloz,
A nave aérea, o radar...
Além da luz da ciência,
Pede a dupla providência:
Esquecer e perdoar...

No livro da Natureza,
Solo que aceite o trator,
Garante com mais amor
A semente, o pão e o lar;
Da fornalha desumana,
Vem a fina porcelana...

A ostra desconhecida
Cede ao mundo, sem protesto,
A pérola em plena vida,
Ensinando-nos, vencida:
Esquecer e perdoar...

Assim também, alma irmã,
Nos dias de dor e luta,
Acalma-te, espera, escuta,
Sem tristeza a reclamar
E ouvirás a voz dos Céus,
Em meio da própria ação,
A dizer-te ao coração:
Esquecer e perdoar!...
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  • Referência

    • Do livro: Dádivas de Amor, Médium: Francisco Cândido Xavier

    Sobre o Autor

    • Maria Dolores, nasceu na cidade de Bonfim da Feira, estado da Bahia, aos 10 de setembro de 1901. Dedicou-se à poesia e ao jornalismo. Em Salvador assinou a página feminina do Jornal "O Imparcial" durante 13 anos, época em que também lecionava humanidades. Receando a apreciação da crítica especializada, guardou para si sua obra poética durante muito tempo, segundo confessa no prefácio do livro "Ciranda da Vida". Sua primeira obra publicada foi em benefício da instituição "Lar das Meninas Sem Lar", fato esse que propiciou sua entrada no mundo literário. Dedicou-se ao amparo das crianças assistidas pela citada instituição, estendeu sua obra benemérita abrigando em seu próprio lar crianças desvalidas, orientando-as e assistindo-as. A "Casa de Juvenal Galeno", no estado do Ceará, também recebeu o carinho e a ternura de Maria Dolores. Em 27 de julho de 1958 veio a desencarnar. No ano de 1971, através do médium Francisco Cândido Xavier, sua obra poética continua, presenteando-nos com a ternura dos seus ensinamentos transbordantes de amor e fé. Desde então envia, pelas mãos abençoadas do médium mineiro, suas páginas normalmente em forma de poesia e rimas, sendo muito comum enviar as tradicionais mensagens das mães e do Natal, por ocasião destas comemorações. Foi o espírito encarregado de enviar a mensagem "Dádivas de Amor" em vista da desencarnação do Sr. José Gonçalves Pereira.
  • ________________________________________________________________________ FONTE:



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AFEIÇÕES - Poema

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AFEIÇÕES
            Maria Dolores


Se pretendes conquistar
A bênção do amor na vida,
Não prendas, alma querida,
O coração de ninguém.
O amor é assim qual o rio
Que tanta grandeza encerra,
Ele, o irmão... A irmã é a terra,
Unidos fazendo o bem.

Se a terra prendesse o rio,
Ei-lo pântano perfeito;
Se o rio largasse o leito,
Eis o deserto a reinar;
Mas se um apoia o outro,
Trabalhando livremente,
Formam a grande corrente
Que se renova no mar

Nessa linha, as afeições,
Sob o respeito profundo
Que devemos dar ao mundo,
Aos que amamos - teus e meus –
São sempre o amor sem mudança
Em constante primavera,
A luz divina que espera
Mais luz nas Luzes de Deus.

 FONTE: Livro: “Maria Dolores” – Psicografia: Francisco C. Xavier – Espírito: Maria Dolores


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