Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque pinico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na rua dos bobos
Número zero
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...
Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer
A novela das oito, Fina Estampa que é exibida na Globo, com o seu toque de humor, trouxe ontem um elemento linguísticos conhecido: A intertextualidade. Pode ser definida como um diálogo entre textos, sejam eles de diferentes formas de expressão como músicas, filmes, pinturas. Observem no vídeo que para que haja o entendimento da intertextualidade foi necessária a combinação de alguns elementos:
A Fala da atriz Christiane Torloni (Tereza Cristina): "Obrigada, Nazaré Tedesco.";
Elemento do cenário: A escada;
Conhecimento prévio de outra novela: Senhora do Destino.
Abaixo o trecho da novela em que ocorre a intertextualidade. Adorei
Falamos muito em educação e, principalmente em violência e, de um modo geral as que ocorrem no âmbito educacional, principalmente as que se dão em sala de aula.
Muitas vezes, não nos damos conta dos tipos de atos violentos que presenciamos, ou que estamos sempre a praticar a todo momento.
- Afinal, o que é violência?
- Quais os tipos de violência que temos conhecimento?
- Por que acontece?
- O que é violentar?... E não estou querendo só me reportar as definições científicas dos dicionários porém, principalmente aos atos provocados e verdadeiramente sentidos no corpo físico e no corpo espiritual, o emocional do ser, que muitas vezes são infligidos em nós e por nós mesmos. Invariavelmente as ações violentas, algumas vezes até sutis, imprimem no corpo físico e na alma, sofrimentos que deixam sequelas profundas, difíceis de serem diagnosticadas e principalmente, resolvidas.
-Será que algumas das nossas práticas, aparentemente inocentes, inconsequentes, inconscientes ou não, não poderiam ser caracterizadas como atitudes violentas?
´ - Será que estamos sendo justos com nós mesmos?... E com os outros?...
- Será que, quando estamos nos posicionando a favor ou contra de uma determinada situação, estamos sendo justos perante as leis dos homens. E as leis de Deus? ... - Estamos realmente engajados nos propósitos educativos que visam contribuir para um mundo melhor?
- Afinal, por que escolhemos a Educação e, especialmente o Curso de Pedagogia?
Uma bela cigarra Que cantava Nas lindas tardes ensolaradas.
Passou por grandes apertos. Pobre coitada! Não fez provisão.
Nessa floresta Quase encantada!... Lá as formiguinhas só trabalhavam.
Parecia não prestar atenção, Na cantora cigarra, Que tanto alegrava o coração.
Cantando. Encantando. Encantada!
A bela cigarra, Entoava, Sua linda canção.
A alegre cigarra. Alegrava! As quentes tardes de verão.
O tempo passava... O inverno Se aproximava E ela não lembrava De fazer reservas, Para aquela estação.
Já as formiguinhas, que bonitinhas! Muito animadas! A recolher folhas e grãos, Trabalhavam, trabalhavam!... Escutando a cantoria Da cigarra em ação.
O verão passou... O inverno chegou. Aflita, a cigarra emudeceu.
Com fome e frio. Toda encarquilhada. Na porta da formiga bateu.
- Toc, toc, toc. Ao abrir a porta. A formiga estremeceu. Ao ver aquela cantora, Que muita alegria lhe deu.
Num estado tão deprimente. Necessitando urgentemente, De todo carinho seu.
Confortada a cigarra. Com xalinho de fibras, e sopa quente. Agradeceu a formiga,
A cama, a casa e a comida. A grandiosa acolhida amiga, Da formiga previdente. Nilza Chagas de Amorim Retextualização da fábula de LA FONTAINE d(1621-1695) A Cigarra e a Formiga
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